Como escolher um Refúgio?
Para que um local de refúgio seja realmente seguro é
necessário analisar cuidadosamente o maior número de variáveis possíveis que
podem lhe afetar e a seu grupo enquanto estiver vivendo lá. A primeira delas é
a localização, assim como um estabelecimento comercial, muito do sucesso de um
refúgio é determinado por sua localização, uma boa escolha pode lhe poupar
bastante tempo e dinheiro na preparação. Sendo assim, quando for escolher o
local, procure seguir uma ordem de prioridades para facilitar o trabalho de
análise, vários pontos podem ser utilizados para a escolha ideal, contudo será
analisado as premissas a partir da disponibilidade de recursos básicos para
manutenção da vida. Para viver, um ser humano precisa de:
1º- Ar,
2º- Água,
3º- Alimentos,
4º- Saúde,
5º- Segurança.
Ar – Caso se escolha viver em um local com altitude muito elevada, subterrâneo sem boa ventilação ou extremamente poluído,exceto o exemplo anterior, ar não deverá ser problema.
Água – Os seres humanos não sobrevivem sem água por muito tempo e em uma situação de caos não se pode contar com a água fornecida pela rede pública, portanto precisamos de fontes alternativas. O refúgio tem por objetivo garantir sua subsistência e para que isso seja realmente alcançado é importante aprender uma regra fundamental do sobrevivencialismo: a regra da tripla redundância.
Confiar em uma única fonte de recursos não é uma boa forma de se preparar. Uma fonte pode dar problema, duas é bem mais difícil, mas com três fontes independentes é quase impossível que todas sejam interrompidas ao mesmo tempo. Essa é uma regra importante não só na preparação do refúgio, mas na vida de modo geral.
No caso específico da água um bom refúgio deve ter um poço, estar próximo de um rio ou lago limpo, ter um reservatório para armazenar a água da chuva e contar com a água da rede pública comum que, enquanto estiver sendo fornecida regularmente, pode ser armazenada em uma caixa d’água grande ou em um tanque. Com todas essas fontes e filtros de boa qualidade é muito pouco provável que a falta d’água seja uma ameaça.
Alimentos – Seguindo o mesmo raciocínio deve-se ter mais de uma fonte para a obtenção de alimentos, em um refúgio ideal há de ter três hectares de terra agricultável, espaço para criação de animais para o consumo e para o trabalho, rios ou lagos com boa vasão e uma mata onde se pode caçar e obter lenha para cozinhar ou para aquecer a casa se o clima do local for frio.
Saúde – Em uma situação de caos os principais cuidados com a saúde são higiene e nutrição, se as preparações para obtenção de água e alimentos forem bem feitas metade dos problemas estarão resolvidos. Além da higiene e da nutrição a principal medida é disponibilizar medicamentos, seja através de um estoque de medicamentos convencionais ou do cultivo de plantas medicinais. Em uma situação de curta ou média duração um bom estoque de medicamentos é suficiente, mas se o caos se prolongar será necessário usar métodos menos ortodoxos como anti-sépticos naturais. Em um mundo sem farmácias ou hospitais um pequeno ferimento pode ser fatal e por isso equipamentos de proteção para o trabalho também são indispensáveis.
Outro aspecto importante é a saúde mental, tenha sempre material impresso para estudo e meios para entreter seu grupo, entretenimento não é futilidade, especialmente em situações de longa duração. Se os membros do seu grupo começarem a surtar devido ao tédio e ao isolamento suas chances de sobreviver podem diminuir consideravelmente.
Segurança – Se o grupo foi cuidadoso na preparação de seu refúgio e tudo está funcionando corretamente, tenha certeza de que mais de 99% das outras pessoas do mundo não foram tão cuidadosas e vão querer tomar o que é seu. É a mesma lógica da fábula da cigarra e da formiga, a formiga trabalha durante todo o verão se preparando para ter onde morar e o que comer no inverno, enquanto a cigarra oportunista não faz nada e quando chega o inverno ela vai bater na porta da formiga que ela ridicularizou durante o verão. Essa é a metáfora perfeita para descrever a diferença entre os sobrevivencialistas e os “melancias” (aqueles que acham que tudo é lindo e nunca nada de ruim irá acontecer), por isso as medidas de segurança são fundamentais, especialmente no Brasil onde as cigarras e os melancias não só pedem, mas roubam, difamam e agridem a formiga porque acreditam piamente que é obrigação dela alimentá-las e supri-las. Sendo assim você precisa se defender.
A primeira medida de segurança é o sigilo, não espalhe para todo mundo que você tem um refúgio equipado, se não souberem que você tem não virão atrás. Esse é um ponto muito importante, pois a tendência natural do brasileiro é ajudar o primeiro malandro sem futuro que chore e conte uma estorinha triste (o “coitadismo” paternalista impera por aqui), se alguém do seu grupo der algum tipo de suprimento para um estranho logo a notícia se espalhará e o grupo terá uma multidão de desesperados na porta do refúgio e não irão aceitar um não como resposta e cedo ou tarde irão acabar invadindo o refúgio do grupo, tornando inúteis todas as preparações executadas. Em uma situação de caos o grupo não pode ser solidário, quem quiser bancar o santo logo se tornará um mártir.
Depois de conscientizar o grupo desse perigo, é hora de pensar em medidas físicas de defesa. A idéia principal deve ser a de criar camadas de defesa para dificultar ao máximo roubos e invasões, por isso os refúgios em princípio nunca devem estar em áreas densamente povoadas (há exceções), nem próximos de vias de grande circulação. Entre os sobrevivencialistas há os que preferem lugares altos para poder vigiar os arredores à distância e outros que preferem lugares mais baixos e escondidos, por acharem que casas em lugares altos chamam a atenção, m tese o fundamental é que a casa não seja visível, se estiver em um local alto e não for visível de estradas ou cidades não há problema.Lembrando que a primeira medida de defesa é o sigilo, não deve-se deixar os habitantes do refúgio expostos. A grande maioria dos sítios e chácaras comuns já possuem algum tipo de cerca viva ou plantação de bambu ou outro tipo de arbusto com essa finalidade,deve-se garantir que não só a casa e a plantação estejam ocultas, mas também as vias de acesso ao refúgio.Jamais deixar placas indicando a presença do grupo e se for necessário acrescente uma curva na junção da estrada que dá acesso ao seu refúgio com a via principal e plante bambus ou outro dos dois lados do acesso para que quem não seja da região não consiga perceber muito facilmente que ali há um caminho.
A segunda camada de defesa é a defesa perimetral, tenha cercas em torno do seu refúgio e mecanismos de alerta para identificar a presença de invasores. O mecanismo de alerta mais comum é o uso de cães, porém considere também o uso de gansos, pois um invasor pode tentar fazer amizade com os cães ou tentar envenená-los se eles não forem treinados, enquanto os gansos farão barulho em qualquer situação. O cão de guarda só é útil se for bem treinado, capaz de neutralizar um invasor e conviver bem com os outros animais. Animais e cercas na maioria das vezes são suficientes para defender o perímetro, mas se a situação externa estiver muito ruim, considere o uso de armadilhas e torres de vigilância.
Com todas essas preparações os riscos são minimizados, mas se houver uma invasão de fato, será necessário combater a ameaça diretamente e o melhor instrumento para isso são as armas de fogo. No quesito armas e munições a regra é simples: quanto mais, melhor.Em relação a este ponto,esta atitude reativa será legitima,pois o sistema constitucional e de governança estará seriamente comprometido ou destituído,ou seja caos total na nação.
Armas e munições são itens raros de se obter e controlados na maioria das nações e no Brasil não é diferente depois da LEI DO DESARMAMENTO, por isso estoque o máximo que puder de equipamentos (armas e munições),e se possível maquinário para recarregar os estojos utilizados. Para ser mais específico, tenham ao menos três armas para cada membro de seu grupo que for capaz de empunhá-las e dê preferência às armas longas, pois pistolas e revólveres, além de serem mais difíceis de manusear, são mais úteis fora do refúgio (onde pode haver a necessidade de ocultar o porte) do que dentro para defendê-lo. O ideal seria que cada membro do grupo possuísse um rifle com luneta para vigilância e munição de longa distância, uma espingarda pump (12) para confrontos diretos e um revólver como backup.
Com isso em mãos é só criar padrões de procedimento para comunicação, vigilância e defesa e garantir que todos os conheçam e pratiquem regularmente.
Essas são apenas considerações gerais básicas para a escolha de um local de refúgio, não deve-se deixar de analisar também a partir das condições específicas como por exemplo o tamanho do grupo, os recursos disponíveis, localização geográfica, etc...
Lembrando sempre que os detalhes no planejamento é proporcional ao sucesso da execução do mesmo e ter sempre em mente que nada é o que parece ser e por este fato,apenas difundir e permutar informações e recursos com o grupo do qual pertence.
Ar – Caso se escolha viver em um local com altitude muito elevada, subterrâneo sem boa ventilação ou extremamente poluído,exceto o exemplo anterior, ar não deverá ser problema.
Água – Os seres humanos não sobrevivem sem água por muito tempo e em uma situação de caos não se pode contar com a água fornecida pela rede pública, portanto precisamos de fontes alternativas. O refúgio tem por objetivo garantir sua subsistência e para que isso seja realmente alcançado é importante aprender uma regra fundamental do sobrevivencialismo: a regra da tripla redundância.
Confiar em uma única fonte de recursos não é uma boa forma de se preparar. Uma fonte pode dar problema, duas é bem mais difícil, mas com três fontes independentes é quase impossível que todas sejam interrompidas ao mesmo tempo. Essa é uma regra importante não só na preparação do refúgio, mas na vida de modo geral.
No caso específico da água um bom refúgio deve ter um poço, estar próximo de um rio ou lago limpo, ter um reservatório para armazenar a água da chuva e contar com a água da rede pública comum que, enquanto estiver sendo fornecida regularmente, pode ser armazenada em uma caixa d’água grande ou em um tanque. Com todas essas fontes e filtros de boa qualidade é muito pouco provável que a falta d’água seja uma ameaça.
Alimentos – Seguindo o mesmo raciocínio deve-se ter mais de uma fonte para a obtenção de alimentos, em um refúgio ideal há de ter três hectares de terra agricultável, espaço para criação de animais para o consumo e para o trabalho, rios ou lagos com boa vasão e uma mata onde se pode caçar e obter lenha para cozinhar ou para aquecer a casa se o clima do local for frio.
Saúde – Em uma situação de caos os principais cuidados com a saúde são higiene e nutrição, se as preparações para obtenção de água e alimentos forem bem feitas metade dos problemas estarão resolvidos. Além da higiene e da nutrição a principal medida é disponibilizar medicamentos, seja através de um estoque de medicamentos convencionais ou do cultivo de plantas medicinais. Em uma situação de curta ou média duração um bom estoque de medicamentos é suficiente, mas se o caos se prolongar será necessário usar métodos menos ortodoxos como anti-sépticos naturais. Em um mundo sem farmácias ou hospitais um pequeno ferimento pode ser fatal e por isso equipamentos de proteção para o trabalho também são indispensáveis.
Outro aspecto importante é a saúde mental, tenha sempre material impresso para estudo e meios para entreter seu grupo, entretenimento não é futilidade, especialmente em situações de longa duração. Se os membros do seu grupo começarem a surtar devido ao tédio e ao isolamento suas chances de sobreviver podem diminuir consideravelmente.
Segurança – Se o grupo foi cuidadoso na preparação de seu refúgio e tudo está funcionando corretamente, tenha certeza de que mais de 99% das outras pessoas do mundo não foram tão cuidadosas e vão querer tomar o que é seu. É a mesma lógica da fábula da cigarra e da formiga, a formiga trabalha durante todo o verão se preparando para ter onde morar e o que comer no inverno, enquanto a cigarra oportunista não faz nada e quando chega o inverno ela vai bater na porta da formiga que ela ridicularizou durante o verão. Essa é a metáfora perfeita para descrever a diferença entre os sobrevivencialistas e os “melancias” (aqueles que acham que tudo é lindo e nunca nada de ruim irá acontecer), por isso as medidas de segurança são fundamentais, especialmente no Brasil onde as cigarras e os melancias não só pedem, mas roubam, difamam e agridem a formiga porque acreditam piamente que é obrigação dela alimentá-las e supri-las. Sendo assim você precisa se defender.
A primeira medida de segurança é o sigilo, não espalhe para todo mundo que você tem um refúgio equipado, se não souberem que você tem não virão atrás. Esse é um ponto muito importante, pois a tendência natural do brasileiro é ajudar o primeiro malandro sem futuro que chore e conte uma estorinha triste (o “coitadismo” paternalista impera por aqui), se alguém do seu grupo der algum tipo de suprimento para um estranho logo a notícia se espalhará e o grupo terá uma multidão de desesperados na porta do refúgio e não irão aceitar um não como resposta e cedo ou tarde irão acabar invadindo o refúgio do grupo, tornando inúteis todas as preparações executadas. Em uma situação de caos o grupo não pode ser solidário, quem quiser bancar o santo logo se tornará um mártir.
Depois de conscientizar o grupo desse perigo, é hora de pensar em medidas físicas de defesa. A idéia principal deve ser a de criar camadas de defesa para dificultar ao máximo roubos e invasões, por isso os refúgios em princípio nunca devem estar em áreas densamente povoadas (há exceções), nem próximos de vias de grande circulação. Entre os sobrevivencialistas há os que preferem lugares altos para poder vigiar os arredores à distância e outros que preferem lugares mais baixos e escondidos, por acharem que casas em lugares altos chamam a atenção, m tese o fundamental é que a casa não seja visível, se estiver em um local alto e não for visível de estradas ou cidades não há problema.Lembrando que a primeira medida de defesa é o sigilo, não deve-se deixar os habitantes do refúgio expostos. A grande maioria dos sítios e chácaras comuns já possuem algum tipo de cerca viva ou plantação de bambu ou outro tipo de arbusto com essa finalidade,deve-se garantir que não só a casa e a plantação estejam ocultas, mas também as vias de acesso ao refúgio.Jamais deixar placas indicando a presença do grupo e se for necessário acrescente uma curva na junção da estrada que dá acesso ao seu refúgio com a via principal e plante bambus ou outro dos dois lados do acesso para que quem não seja da região não consiga perceber muito facilmente que ali há um caminho.
A segunda camada de defesa é a defesa perimetral, tenha cercas em torno do seu refúgio e mecanismos de alerta para identificar a presença de invasores. O mecanismo de alerta mais comum é o uso de cães, porém considere também o uso de gansos, pois um invasor pode tentar fazer amizade com os cães ou tentar envenená-los se eles não forem treinados, enquanto os gansos farão barulho em qualquer situação. O cão de guarda só é útil se for bem treinado, capaz de neutralizar um invasor e conviver bem com os outros animais. Animais e cercas na maioria das vezes são suficientes para defender o perímetro, mas se a situação externa estiver muito ruim, considere o uso de armadilhas e torres de vigilância.
Com todas essas preparações os riscos são minimizados, mas se houver uma invasão de fato, será necessário combater a ameaça diretamente e o melhor instrumento para isso são as armas de fogo. No quesito armas e munições a regra é simples: quanto mais, melhor.Em relação a este ponto,esta atitude reativa será legitima,pois o sistema constitucional e de governança estará seriamente comprometido ou destituído,ou seja caos total na nação.
Armas e munições são itens raros de se obter e controlados na maioria das nações e no Brasil não é diferente depois da LEI DO DESARMAMENTO, por isso estoque o máximo que puder de equipamentos (armas e munições),e se possível maquinário para recarregar os estojos utilizados. Para ser mais específico, tenham ao menos três armas para cada membro de seu grupo que for capaz de empunhá-las e dê preferência às armas longas, pois pistolas e revólveres, além de serem mais difíceis de manusear, são mais úteis fora do refúgio (onde pode haver a necessidade de ocultar o porte) do que dentro para defendê-lo. O ideal seria que cada membro do grupo possuísse um rifle com luneta para vigilância e munição de longa distância, uma espingarda pump (12) para confrontos diretos e um revólver como backup.
Com isso em mãos é só criar padrões de procedimento para comunicação, vigilância e defesa e garantir que todos os conheçam e pratiquem regularmente.
Essas são apenas considerações gerais básicas para a escolha de um local de refúgio, não deve-se deixar de analisar também a partir das condições específicas como por exemplo o tamanho do grupo, os recursos disponíveis, localização geográfica, etc...
Lembrando sempre que os detalhes no planejamento é proporcional ao sucesso da execução do mesmo e ter sempre em mente que nada é o que parece ser e por este fato,apenas difundir e permutar informações e recursos com o grupo do qual pertence.