domingo, 23 de março de 2014

Como escolher um Refúgio?

Para que um local de refúgio seja realmente seguro é necessário analisar cuidadosamente o maior número de variáveis possíveis que podem lhe afetar e a seu grupo enquanto estiver vivendo lá. A primeira delas é a localização, assim como um estabelecimento comercial, muito do sucesso de um refúgio é determinado por sua localização, uma boa escolha pode lhe poupar bastante tempo e dinheiro na preparação. Sendo assim, quando for escolher o local, procure seguir uma ordem de prioridades para facilitar o trabalho de análise, vários pontos podem ser utilizados para a escolha ideal, contudo será analisado as premissas a partir da disponibilidade de recursos básicos para manutenção da vida. Para viver, um ser humano precisa de:

1º- Ar,

2º- Água,

3º- Alimentos,

4º- Saúde,

5º- Segurança.

Ar – Caso se escolha viver em um local com altitude muito elevada, subterrâneo sem boa ventilação ou extremamente poluído,exceto o exemplo anterior, ar não deverá ser problema.

Água – Os seres humanos não sobrevivem sem água por muito tempo e em uma situação de caos não se pode contar com a água fornecida pela rede pública, portanto precisamos de fontes alternativas. O refúgio tem por objetivo garantir sua subsistência e para que isso seja realmente alcançado é importante aprender uma regra fundamental do sobrevivencialismo: a regra da tripla redundância.

Confiar em uma única fonte de recursos não é uma boa forma de se preparar. Uma fonte pode dar problema, duas é bem mais difícil, mas com três fontes independentes é quase impossível que todas sejam interrompidas ao mesmo tempo. Essa é uma regra importante não só na preparação do refúgio, mas na vida de modo geral.

No caso específico da água um bom refúgio deve ter um poço, estar próximo de um rio ou lago limpo, ter um reservatório para armazenar a água da chuva e contar com a água da rede pública comum que, enquanto estiver sendo fornecida regularmente, pode ser armazenada em uma caixa d’água grande ou em um tanque. Com todas essas fontes e filtros de boa qualidade é muito pouco provável que a falta d’água seja uma ameaça.

Alimentos – Seguindo o mesmo raciocínio deve-se ter mais de uma fonte para a obtenção de alimentos, em um refúgio ideal há de ter três hectares de terra agricultável, espaço para criação de animais para o consumo e para o trabalho, rios ou lagos com boa vasão e uma mata onde se pode caçar e obter lenha para cozinhar ou para aquecer a casa se o clima do local for frio.

Saúde – Em uma situação de caos os principais cuidados com a saúde são higiene e nutrição, se as preparações para obtenção de água e alimentos forem bem feitas metade dos problemas estarão resolvidos. Além da higiene e da nutrição a principal medida é disponibilizar medicamentos, seja através de um estoque de medicamentos convencionais ou do cultivo de plantas medicinais. Em uma situação de curta ou média duração um bom estoque de medicamentos é suficiente, mas se o caos se prolongar será necessário usar métodos menos ortodoxos como anti-sépticos naturais. Em um mundo sem farmácias ou hospitais um pequeno ferimento pode ser fatal e por isso equipamentos de proteção para o trabalho também são indispensáveis.

Outro aspecto importante é a saúde mental, tenha sempre material impresso para estudo e meios para entreter seu grupo, entretenimento não é futilidade, especialmente em situações de longa duração. Se os membros do seu grupo começarem a surtar devido ao tédio e ao isolamento suas chances de sobreviver podem diminuir consideravelmente.

Segurança – Se o grupo foi cuidadoso na preparação de seu refúgio e tudo está funcionando corretamente, tenha certeza de que mais de 99% das outras pessoas do mundo não foram tão cuidadosas e vão querer tomar o que é seu. É a mesma lógica da fábula da cigarra e da formiga, a formiga trabalha durante todo o verão se preparando para ter onde morar e o que comer no inverno, enquanto a cigarra oportunista não faz nada e quando chega o inverno ela vai bater na porta da formiga que ela ridicularizou durante o verão. Essa é a metáfora perfeita para descrever a diferença entre os sobrevivencialistas e os “melancias” (aqueles que acham que tudo é lindo e nunca nada de ruim irá acontecer), por isso as medidas de segurança são fundamentais, especialmente no Brasil onde as cigarras e os melancias não só pedem, mas roubam, difamam e agridem a formiga porque acreditam piamente que é obrigação dela alimentá-las e supri-las. Sendo assim você precisa se defender.

A primeira medida de segurança é o sigilo, não espalhe para todo mundo que você tem um refúgio equipado, se não souberem que você tem não virão atrás. Esse é um ponto muito importante, pois a tendência natural do brasileiro é ajudar o primeiro malandro sem futuro que chore e conte uma estorinha triste (o “coitadismo” paternalista impera por aqui), se alguém do seu grupo der algum tipo de suprimento para um estranho logo a notícia se espalhará e o grupo terá uma multidão de desesperados na porta do refúgio e não irão aceitar um não como resposta e cedo ou tarde irão acabar invadindo o refúgio do grupo, tornando inúteis todas as preparações executadas. Em uma situação de caos o grupo não pode ser solidário, quem quiser bancar o santo logo se tornará um mártir.

Depois de conscientizar o grupo desse perigo, é hora de pensar em medidas físicas de defesa. A idéia principal deve ser a de criar camadas de defesa para dificultar ao máximo roubos e invasões, por isso os refúgios em princípio nunca devem estar em áreas densamente povoadas (há exceções), nem próximos de vias de grande circulação. Entre os sobrevivencialistas há os que preferem lugares altos para poder vigiar os arredores à distância e outros que preferem lugares mais baixos e escondidos, por acharem que casas em lugares altos chamam a atenção, m tese o fundamental é que a casa não seja visível, se estiver em um local alto e não for visível de estradas ou cidades não há problema.Lembrando que a primeira medida de defesa é o sigilo, não deve-se deixar os habitantes do refúgio expostos. A grande maioria dos sítios e chácaras comuns já possuem algum tipo de cerca viva ou plantação de bambu ou outro tipo de arbusto com essa finalidade,deve-se garantir que não só a casa e a plantação estejam ocultas, mas também as vias de acesso ao refúgio.Jamais deixar placas indicando a presença do grupo e se for necessário acrescente uma curva na junção da estrada que dá acesso ao seu refúgio com a via principal e plante bambus ou outro dos dois lados do acesso para que quem não seja da região não consiga perceber muito facilmente que ali há um caminho.

A segunda camada de defesa é a defesa perimetral, tenha cercas em torno do seu refúgio e mecanismos de alerta para identificar a presença de invasores. O mecanismo de alerta mais comum é o uso de cães, porém considere também o uso de gansos, pois um invasor pode tentar fazer amizade com os cães ou tentar envenená-los se eles não forem treinados, enquanto os gansos farão barulho em qualquer situação. O cão de guarda só é útil se for bem treinado, capaz de neutralizar um invasor e conviver bem com os outros animais. Animais e cercas na maioria das vezes são suficientes para defender o perímetro, mas se a situação externa estiver muito ruim, considere o uso de armadilhas e torres de vigilância.
Com todas essas preparações os riscos são minimizados, mas se houver uma invasão de fato, será necessário combater a ameaça diretamente e o melhor instrumento para isso são as armas de fogo. No quesito armas e munições a regra é simples: quanto mais, melhor.Em relação a este ponto,esta atitude reativa será legitima,pois o sistema constitucional e de governança estará seriamente  comprometido ou destituído,ou seja caos total na nação.

Armas e munições são itens raros de se obter e controlados na maioria das nações e no Brasil não é diferente depois da LEI DO DESARMAMENTO, por isso estoque o máximo que puder de equipamentos (armas e munições),e se possível  maquinário para recarregar os estojos utilizados. Para ser mais específico, tenham ao menos três armas para cada membro de seu grupo que for capaz de empunhá-las e dê preferência às armas longas, pois pistolas e revólveres, além de serem mais difíceis de manusear, são mais úteis fora do refúgio (onde pode haver a necessidade de ocultar o porte) do que dentro para defendê-lo. O ideal seria que cada membro do grupo possuísse um rifle com luneta para vigilância e munição de longa distância, uma espingarda pump (12) para confrontos diretos e um revólver como backup.

Com isso em mãos é só criar padrões de procedimento para comunicação, vigilância e defesa e garantir que todos os conheçam e pratiquem regularmente.

Essas são apenas considerações gerais básicas para a escolha de um local de refúgio, não deve-se deixar de analisar também a partir das condições específicas como por exemplo o tamanho do grupo, os recursos disponíveis, localização geográfica, etc...

Lembrando sempre que os detalhes no planejamento é proporcional ao sucesso da execução do mesmo e ter sempre em mente que nada é o que parece ser e por este fato,apenas difundir e permutar informações e recursos com o grupo do qual pertence.
Sobrevivencialismo

Sobrevivencialismo é um termo proveniente de Survivalism, que é usado para representar a cultura de preparação partilhada por indivíduos, chamados sobrevivencialistas, para se protegerem de quaisquer eventos que possam ameaçar sua existência, como desordem social, ruptura política ou econômica, catástrofes naturais (enchente, terremoto, etc), guerra nuclear ou biológica, Inssurreições,revoluções,guerra civil,etc...
O Sobrevivencialismo tem sua história iniciada nas décadas posteriores a Guerra Fria (década de 60, 70, 80, etc), quando os primeiros sobrevivencialistas consideraram sensato se prepararem para uma eventual guerra nuclear entre E.U.A e a União Soviética, e posteriormente, possíveis falhas no sistema e abastecimento de recursos. Começaram assim as preparações individuais e criações de refúgios sobrevivencialistas.

Na década de 70 passam a ser publicadas livros e boletins sobre o tema sobrevivência e então o conceito começou a se difundir e se popularizar. Em 1975, Kurt Saxon criou um boletim mensal chamado The Survivor, que continha editoriais e obras sobre tecnologias antigas e diversas técnicas. O termo 'Sobrevivencialismo' foi criado por Saxon para descrever esse movimento.

O principal objetivo dos sobrevivencialistas é sempre um: garantir a sobrevivência independente da situação ou ameaça. Mesmo assim, devido a grande amplitude do conceito e diferenças de culturas, idéias e gostos, existem algumas perspectivas ou tendências por parte dos grupos sobrevivencialistas. Alguns preferem focar maior parte de seu tempo (e dinheiro) na preparação para desastres naturais específicos, como por exemplo pessoas que moram em regiões propícias a furacões. Outros preferem focar seu treinamento para sobreviver na selva por tempo indeterminado. Outros, se especializam em técnicas de segurança e defesa pessoal, e por aí vai.

Mas o que é realmente importante, independente do estilo de preferência, é saber e ter como essência a regra principal do sobrevivencialismo, que é estar preparado para garantir sua sobrevivência a qualquer custo, independente do tipo da ameaça ou de quando ela chega.

Apesar de alguns grupos sobrevivencialistas buscarem focar em conhecimentos diferentes, existem sempre similaridades que são características em todo sobrevivencialista, tais como:
- Buscam conhecimentos de sobrevivência em ambientes hostis;
- Procuram ter o mínimo de equipamento necessário para garantir sua sobrevivência.
- Buscam estar sempre informados ao que acontece no mundo para identificar possíveis ameaças e se preparar para elas o quanto antes;
- Geralmente não são muito apegados a bens materiais, e se são, procuram não ser.

Sendo assim, podemos concluir que sobrevivencialistas são pessoas preocupadas com o futuro de suas vidas e que de alguma forma se preparam para preservá-la, sem depender de meios externos, como o governo, garantindo assim uma maior autonomia sobre suas vidas.

Quatro grandes características de um sobrevivencialista


Algumas situações nos leva a pensar a respeito das qualidades necessárias que devemos encontrar em um sobrevivente ,o que nos conduz a quatro características que, mesmo sendo muito amplas, resumem bem o tema. Vale lembrar que estas quatro características são também as mais predominantes em pessoas reais que sobreviveram a situações extraordinárias.

1ª. Resiliência : Sobreviventes mantêm a calma quando encontram o perigo.
Um sobrevivencialista deve ter a habilidade de manter a sua calma perante a qualquer situação que a vida jogue nele. Não devemos considerar que sobreviventes não devem ter medo, e sim que ele possui a coragem de enfrentar seus medos. Para se ter a capacidade de manter a calma em momentos de perigo você deve estar muito bem treinado e preparado. Quanto mais informação você tem, mais fácil é ficar calmo, pois você já saberá como sair da situação que mal iniciou à sua volta.

2ª.Criatividade : Sobreviventes são experts em improvisar.
Sobrevivencialistas conseguem achar um uso para tudo que está ao redor deles. Eles sabem como escolher um equipamento que servirá para muitos propósitos e também sabem como improvisar quando se encontram sem as ferramentas necessárias. Sobreviventes têm a habilidade de fazer fogo sem fósforos, achar água onde não há torneiras e achar comida onde não existem mercados.

3ª. Pró Atividade : Sobreviventes são experts em “faça você mesmo”.
Eles são os maiores pensadores. No cotidiano, o sobrevivencialista vai achar um jeito de arrumar o que está quebrado antes de correr até o mercado para comprar um novo. Estas habilidades de reparo são indispensáveis em situações de emergência, pois até equipamentos de ótima marca e modelo podem quebrar.

4ª. Liderança : Sobreviventes são ótimos líderes.
Eles sabem como fazer duras decisões que vão manter as pessoas que estão com ele vivas. Durante uma situação de emergência, enquando a maioria está em pânico e cometendo erros estúpidos, um sobrevivencialista irá parar, analisar a situação e ai sim tomar uma ação. Eles são os líderes natos!

Estas quatro principais características de personalidade são imprescindíveis para formar e manter um sobrevivencialista realmente eficaz. Lembre-se que todas as qualidades acima podem ser desenvolvidas com treinamento, disciplina e perseverança.
Por que ter um Refúgio?

Para os sobrevivencialistas a criação de um refúgio é um conceito básico e bastante fácil de explicar, uma vez que é a forma mais segura e eficiente para se proteger da maioria das ameaças existentes ou potenciais, entretanto, nem todas as pessoas do mundo compartilham dessa visão, os sobrevivencialistas sempre estarão cercados de pessoas reativas que acham que nunca vai acontecer nada de grave e se aconteçer reagirão de momento e se preocuparão em fazer as preparações em momento oportuno,considerando tudo uma grande paranóia e considerando desnecessário alocar recursos financeiros e humanos nestes planos..

Um refúgio sobrevivencialista é um local auto-suficiente, para que no caso de um rompimento prolongado da cadeia de suprimentos normal em que a sociedade utiliza a capacidade de sobrevivência dos habitantes não seja significantemente abalada ou rompida, para isso espera-se que nele haja uma fonte de água abundante, produção de alimentos e energia, estoque de armas, munições e medicamentos e tudo mais que alguém precise para continuar vivendo e mantendo o
 ¨ status quo ¨ da população e da nação.

Pontos importantes de um sobrevivêncialista:

Alimentos

Produção de alimentos é um princípio básico do sobrevivencialismo, pode te proteger não só no caso de uma catástrofe de grandes proporções, mas também se houver uma perda menor no seu poder aquisitivo. Se você possui um local para plantar ou criar animais, produzir alimentos se torna mais vantajoso que comprá-los no supermercado onde você terá que pagar pela colheita ou abate, processamento, embalagem, transporte, impostos, taxas bancárias, além do seu deslocamento de ida e volta de casa até o estabelecimento. Mesmo que você produza apenas uma pequena parte daquilo que consome já terá um impacto significativo em suas finanças.

Os alimentos produzidos no refúgio serão orgânicos, pois não podem depender da cadeia de suprimentos de fertilizantes. Produtos orgânicos são mais saudáveis, lhe farão bem mesmo se nada de grave acontecer com o mundo ao seu redor.

Refúgios sobrevivencialistas possuem depósitos para estocar alimentos e produtos para necessidades básicas por um longo tempo, comprando no atacado além do desconto na hora da compra seu estoque vai protegê-lo tanto da inflação dos preços como de uma eventual escassez, é um procedimento útil mesmo se nada terrível acontecer.

Energia

A energia elétrica fornecida pela concessionária é cara e não é garantida, a qualquer momento o fornecimento pode ser interrompido e novas taxas podem ser criadas, painéis solares, geradores eólicos e turbinas para geração de energia micro-hidroelétricas ainda são formas caras de se obter eletricidade, mas com a crescente popularização a tendência é que esses métodos se tornem mais eficientes e acessíveis, de qualquer forma, se considerarmos a segurança de possuir formas independentes de se obter eletricidade o investimento a longo prazo continua sendo vantajoso e se considerarmos que no futuro haverão muitos veículos elétricos produzindo a própria eletricidade,o que se torna mais ainda mais vantajoso.

Em um refúgio não podemos depender apenas de energia elétrica, por isso é importante que ele se localize em uma área com mata preservada para a obtenção de lenha para cozinhar ou aquecer a casa caso haja problemas com os equipamentos elétricos, mas mesmo que esses problemas não ocorram viver próximo da natureza, além de agradável, pode prevenir ou amenizar vários problemas de saúde.

Armas

Possuir armas é fundamental para garantir sua sobrevivência, especialmente em locais distantes da civilização, é útil tanto para caçar quanto para se defender de animais predadores, é útil para se defender de um ladrão de galinhas até um colapso total da sociedade, mas mesmo que nada disso aconteça a posse de armas garante a sua liberdade e a prática de tiro é um excelente esporte que ajuda a elevar seu nível de concentração para outras tarefas.
Enfim, ter um refúgio é algo interessante por vários motivos além da preparação para eventuais crises futuras, seja inteligente e cuide para tudo que você fizer melhore sua vida mesmo que nada dê errado.
Sobre as armas,deve-se ater ás leis vigentes em relação ás armas de fogo,no entanto as armas brancas e sistemas e mecanismos de armadilhas,podem ser bastante útil em uma situação de emergência e ruptura do sistema legal e constitucional de uma nação;Muitas matérias primas destinadas a sobrevivência e dispositivos de defesa são encontradas em abundancia na natureza,basta ter um mínimo de conhecimento de como identifica-los e manufatura-los corretamente.


 Por que ser um Sobrevivencialista?


Ser um sobrevivencialista é uma necessidade, com o passar do tempo e a evolução da tecnologia, a sociedade se tornou absurdamente dependente de um sistema frágil e complexo que quando falha leva consigo as vidas de muitos que nele confiavam cegamente. Os sobrevivencialistas são pessoas independentes, confiantes e inteligentes que tomam para si a responsabilidade sobre suas vidas, que não aceitam a miserável condição de depender de outros para tudo em todos os momentos de sua existência, mas antes de continuar a expor razões para se tornar sobrevivencialista,deve-se considerar importante expor os problemas de se ignorar este conceito e agir como uma pessoa comum.

Pessoas comuns quando se deparam com informações referentes à como se proteger em situações de emergência e se tornar auto-suficientes acham tudo um total absurdo, elas foram ensinadas durante toda a sua vida a serem dependentes, a escola, as igrejas, aos jornais e principalmente a TV reforçam a mensagem de que elas nada são e nada podem, que devem ficar quietinhas, pois o governo ou os céus vão cuidar de tudo e para isso basta que elas sejam boazinhas e obedientes. Elas não podem ler esse tipo de informação e ficar indiferentes, pois o conceito de sobrevivencialismo mostra o que eles são na verdade: 
massa de manobra.

Como massa de manobra elas dependem totalmente de outros para todos os aspectos de sua sobrevivência, dependem de outros para cultivar, colher, criar, matar, processar, embalar, transportar e muitas vezes até cozinhar seu alimento, dependem de outros para construir suas casas, para ter água potável, para construir, abastecer e consertar seus veículos, para ter segurança e quando algum problema acontece o máximo que conseguem fazer é gritar, chorar e espernear exigindo que alguém tome providências, que alguém os proteja, que alguém faça “justiça”, que alguém garanta seus “direitos”, pois são totalmente incapazes de qualquer coisa.


 ¨ Viver assim é mais do que imprudência, é loucura  e pura insensatez¨

Os sobrevivencialistas sabem que este tipo de mentalidade além de imbecil é fatal e por isso se esforçam para adquirir conhecimentos e habilidades que lhes permitam sobreviver às mais diversas adversidades. Há menos de um século a maioria das pessoas possuiam habilidades de sobrevivência, plantavam sua comida, criavam e abatiam seus animais, pescavam, caçavam, conheciam algum tipo de remédio para males cotidianos, eram capazes de fazer partos, defendiam-se de animais ferozes ou agressores humanos, enfim, mesmo em grupos pequenos eram capazes de realizar a maioria das tarefas necessárias à sobrevivência de forma independente. Hoje, mesmo em localidades afastadas dos grandes centros urbanos, o número de pessoas capazes de realizar tais tarefas é mínimo. Tire-os da tomada de energia e o mundo acaba.

Trazer de volta esta independência é uma das metas dos sobrevivencialistas. Ser independente não implica em rejeitar os avanços da tecnologia, ao contrário, devemos sempre usar todo o conhecimento existente para aumentar nosso conforto, nossa segurança e nosso grau de independência. Aqueles que pensam como os sobrevivencialistas estão presentes na formação de todas as sociedades, são aqueles que preservam a sua cultura,seus estados nacionais e a civilização em geral em meio ao caos, portanto não perca tempo e abra seus olhos e corações, não seja mais uma vítima das circunstâncias, comece a agir agora em nível local,pensando global e prepare-se para o que vier á sua frente!

Estocar informações? 

É fato que o movimento sobrevivencialista tem se tornado cada vez mais popular no Brasil e mais pessoas estão aderindo à algumas práticas de preparação e treinamento. Como consequência, muitos materiais antes apenas encontrados em inglês estão sendo traduzidos e compartilhados pela internet em nossa língua PÁTRIA, facilitando assim o aprendizado e quem sabe, até ajudando a salvar vidas. Mas como fazer para guardar suas informações em um local seguro? Não canso de encontrar indivíduos que possuem gigas e mais gigas de arquivos sobre bushcraft, sobrevivência e todo tipo de habilidades que seriam úteis à um sobrevivencialista, mas por mais óbvio que pareça poucos se dão conta de que se não houver energia, não haverá acesso a tais arquivos. Primeiramente temos de ter em mente que é impossível aprender TUDO que uma apostila tem a nos fornecer, quem diria todas a que você possivelmente tem em seu computador. Sendo assim, devemos ter a capacidade de consultar a fonte de nossos conhecimentos para possíveis dúvidas e orientações se uma crise ocorrer QUALQUER QUE SEJA , e sendo o computador uma peça tecnológica tão frágil é quase uma estupidez confiar apenas nele como base de dados. Então como se prevenir? Simples. Basta imprimir estes documentos e armazená-los em algum local livre de umidade! Se você não tem impressora em casa vá até a gráfica mais próxima e imprima, amanhã poderá ser tarde. Não digo que o apocalipse pode acontecer, mas seu HD pode acabar queimando e você não recuperará todos dados tão facilmente. Se você possui alguns documentos que considera terem importância muito grande e necessitam de proteção você também pode emplastificá-los para que resistam muito mais as intempéries do ambiente. Dicas simples, porém muito importantes na prática sobrevivencialista. Devemos nos lembrar de que estas dicas úteis não são apologia à pirataria, e dêem preferência sempre à materiais e tutoriais que não possuam direitos reservados e assim livres para impressão.

sábado, 15 de março de 2014

Cursos  oferecidos

1º - Sobrevivência na Caatinga          - 72 horas;

2º - Sobrevivência na Mata Atlântica - 72 horas;

3º - Curso de Rapel                             -  24 horas;

4º - Orientação                                     -  24 horas;

5º - Técnicas Especiais                        -  48 horas.

Todos os cursos são ministrados em áreas pré-estabelecidas e com toda a logística necessária aplicada,requerendo dos participantes avaliação médica (boa saúde) , equipamentos individuais básicos , idade igual ou superior aos 18 anos (casos específicos em relação a participação de menores,apenas com autorização e presença de um responsável durante as instruções em campo e com idade não inferior a 14 anos).

O QUE É BUSHCRAFT ?


O bushcraft é a atividade destinada as "artes do mato". Engloba todo um conjunto de técnicas e capacidades de sobrevivência, adaptação e ação sobre o meio natural que já fizeram parte do passado e tradição humana em várias culturas mas tem vindo a cair no esquecimento da população em geral, quer por falta da sua prática, quer por serem consideradas por alguns como ultrapassadas e desnecessárias.Consiste de procedimentos simples como saber acender um fogo sem fósforos ou isqueiros, saber construir um abrigo, uma jangada ou uma cesta com fibras naturais. Inclui ainda o conhecimento de como fabricar uma corda, esculpir uma colher ou outros utensílios em madeira e construir uma faca, machado ou ferramentas semelhantes. Estas são algumas das atividades que há algumas décadas eram bastante comuns, mas que com a industrialização' se tem vindo a perder.Contudo estas habilidades e o seu valor permanecem imutáveis.O praticante de bushcraft não se propõe a reinventar a roda, apenas a saber como funciona, como a pode fazer, e como a pode utilizar para resolver problemas. Toda a base da evolução humana, e no fundo da própria sobrevivência depende de uma só coisa: capacidade de adaptação. Torna-se necessário olhar para um objeto, um pedaço de madeira, barro, couro ou pedra e não ver aquilo que o objeto é, mas aquilo que o objeto pode ser.

O bushcraft distingue-se de várias outras atividades, até da própria "sobrevivencia" como é vista pelo grande público no sentido em que vai para além do "sobreviver a algo" num curto espaço de tempo, estando mais próximo do "viver depois de algo" numa perspectiva de mais longo prazo. Daí a importância de algumas preocupações, como conhecer os recursos de cada região, as épocas de produção de cada planta, os animais de cada zona, etc. A grande riqueza e mais-valia de prática de todas estas artes, com a inclusão de técnicas de arte mateira, é o conhecimento do mundo e de nós próprios que nos torna mais capazes e confiantes de ultrapassar os problemas, quer no quotidiano quer em situações extremas, conhecimentos esses que se espera que se um dia vier a ser preciso, e nunca saberemos quando o será, nos possa ser útil a nós e a quem de nós puder precisar destas habilidades.

Por este fato é que nós da POTIGUARA BUSHCRAFT – Sobrevivencialismo e Arte Mateira,dispomos a todos os interessados todo nosso corpo de instrutores especializados em suas áreas específicas de conhecimento.