Ameríndio com DNA europeu
Edição 213 - Novembro de 2013
O sequenciamento do
genoma completo de um menino de 4 anos enterrado próximo ao lago Baikal, na
Sibéria, há 24 mil anos, sugere que os indígenas das Américas são mais próximos
dos europeus do que se imaginava. O esqueleto foi retirado de uma tumba nos
anos 1920, mas só agora os geneticistas Eske Willerslen, da Universidade de
Copenhague, Dinamarca, e Kelly Graf, da Univerisade Texas A&M, Estados
Unidos, analisaram o material. A dupla encontrou no genoma da criança
sequências de DNA consideradas exclusivas dos ameríndios atuais, juntamente com
outras presentes atualmente apenas entre povos da Europa e das Montanhas Altai,
na fronteira entre China, Casaquistão, Mongólia e Rússia. A tese dos
pesquisadores é que esses povos teriam migrado para a Sibéria e logo em seguida
miscigenado com outros povos do leste asiático, antes de atravessarem a ponte
de gelo entre Ásia e América do Norte, que existia no estreito de Bering, cerca
de 15 mil anos atrás. O estudo foi apresentado em outubro em Santa Fé, Novo
México, durante a conferência.
Fonte: Paleoamerican Odyssey.
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